Meu primeiro post

 Olá, tudo bem?

Esse é o meu primeiro post aqui no blog. Eu criei ele com o intuito de ter um lugar para desabafar, longe das redes sociais onde estou repleta de conhecidos, amigos e curiosos. Um espaço seguro, onde posso demonstrar meus medos, dúvidas e fraquezas sem me expor tanto perante meu ciclo social. E, quem sabe, até consiga alcançar pessoas que estão passando pelo mesmo que eu e assim a gente se ajude nesse processo?

Eu sempre tive blog, desde adolescente. E era muito terapeutico ter um lugar onde eu contava o meu dia-a-dia, meus dilemas e pensamentos sem me preocupar com quem ia ler. Nunca gostei de diário físico porque meus irmãos mais novos abriam e liam tudo o que eu escrevia e eu me sentia invadida porque eles ficavam tirando sarro de mim. Por isso, aos 15 anos, criei meu primeiro blog e só parei quando comecei a faculdade, aos 19 anos. É até um pouco contraditório isso, né? Eu escrever num diário com cadeado, eles abrirem escondidos, lerem e saírem contando pra todo mundo me fazia sentir invadida. Mas, eu escrever no meu blog onde várias pessoas desconhecidas tinham acesso e liam, não me fazia sentir dessa forma. 

Hoje, aos 38 anos, me encontro em um processo delicado de cura, de reencontro, de redescoberta após quase 18 anos em um relacionamento abusivo e tóxico. Não tá sendo uma caminhada fácil, por mais que eu tenha rede de apoio e pessoas que me amam ao meu redor. É um trajeto com muitos altos e baixos, é dolorido e cheio de conflitos, e é muito solitário porque no fim da noite, quando toda a minha rede de apoio já dormiu, só fica eu e minhas dores, meus questionamentos e medos.

Por essa razão, resolvi voltar pra base. Voltei para quem tanto me ajudou na adolescência e, creio eu, pode me ajudar nessa nova fase da minha vida. Sempre que tiver em conflito, estarei aqui colocando em palavras tudo o que se passa na minha mente, pra ajudar a organizar meus pensamentos.

Aos poucos vou contando a minha história, falando sobre os abusos que sofri ao longo desse tempo todo. Afinal, para a gente se curar, precisa falar, falar, falar, falar, falar e falar quantas vezes forem necessárias sobre o que nos machucou, até que aquilo pare de doer. E eu sinto que já saturei demais a minha rede de apoio com esse mesmo assunto. Foram quase 18 anos de relacionamento, e tem só 7 meses que me separei. Então está tudo muito recente e dolorido ainda.

Bom, por enquanto é isso!

Até a próxima 💜

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